Somos constantemente enganados por nossos sentidos. Tudo o que vemos e sentimos pode ser uma ilusão. Quem nunca pressentiu estar acordado durante um sonho?

Como podemos saber se a vida real é a vida real, não um sonho?
"Acordando", me diria um leitor sensato. Sim, naturalmente. Porém, se o sono fosse profundo, e aparentar ser demasiado real, e chegasse ao ponto de termos a convicção de que aquela ilusão criada pelo cérebro em repouso não é uma ilusão, mas sim algo real: Certamente, ninguém acordaria (melhor, não gostariamos de acordar, para não mergulhar na realidade que torna todos medíocres). Em uma quimera podemos ser tudo, no entanto, quando acordamos, sabemos que somos o nada.

Nossos sentidos são muito falíveis: julgamos dormir quando estamos acordados (caso dos sonâmbulos), e nos julgamos acordados quando dormindo. Paprika. Nada de espetacular, nada fora do normal (?). Animação de uma verve que explora todo o não-sentido que os sonhos podem ter. Assistindo, reassistindo e tornando a reassistir o filme, eu reflito sobre tudo o que tenho escrito até aqui, mas não concluo sobre nada.

Se você tem a absoluta certeza de que está realmente lendo isso, não sendo um sonho ou sua imaginação consciente, convido-lhe a assistir o filme.
LEMBRE-SE: com calma, sem stress, não queira dar sentido ao filme (antes da hora);
ASSISTA-O COMO UM SONHO: considere tudo real, ou tudo ilusão (não o fazendo, você ficara tal qual a mim, uma niilista que não se deixa enganar por crenças e convicções amplamente aceitas e difundidas, você não saberá o que é - como se alguém soubesse - nem quem será, não queira isso).


Classificação: 18 anos (não assista se sua mamãe estiver por perto, ou se seu cérebro fragil não suportar toda essa ilogia).

Por fim, mas não para concluir, a realidade é uma ilusão, embora bastante persistente.

3 comentários:

  1. Então quer dizer que essa realidade ilusionaria realizada em uma ilusão real não é de fato uma realidade, e sim uma ilusão real ilusionada pela realidade ilusionaria?

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  2. A ideologia disso tudo foi a grande dúvida que eu sempre tive na vida.

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  3. De fato, talvez seja isso. Sem tirar nem por. Porém, ainda tenho minhas dúvidas. Mas, pelo menos, enquanto eu me indago e duvido sei que existo.

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