Ao olhar este título, você sentiu aquela fisgada na sua espinha dorsal recordando daquele jogo que você insistiu e acabou desistindo... Nós sabemos... Mas o que faz um jogo ser tão difícil? Fases praticamente impossíveis de serem terminadas? Inimigos fortes e colocados em lugares estratégicos? A maldade dos desenvolvedores? Pode ser tudo o que dissemos e mais dezenas de fatores. Mas chega de conversa, nós queremos que você, querido e sofredor leitor, se recorde dos piores momentos que um gamer pode ter. Se você (sobre)viveu com esses games, considere-se um corajoso e se terminou – sem usar firulas e outras ‘coisas necessárias’ em casos extremos -, você é o nosso herói. Portanto, pegue a sua maracujina e seus calmantes e divirta-se (ou não).


3- Super Ghouls’n’ Ghosts (SNES)

O que os jogadores disseram na época: “Salvar a princesa Prin Prin? Ah, salvar princesas é super fácil”
O que nós pensamos sobre o game: “Temos que jogar OUTRA VEZ?? Maldição!!”
Ghouls’n’ Ghosts ainda causa calafrios em que sofreu muito com esse game. O jogo do NES era inacreditavelmente difícil, porém, o seu sucessor do Super Nintendo, provou que o primeiro poderia ser considerado fácil. Seu personagem é o cavaleiro Arthur que precisa resgatar a princesa que foi raptada pelos demônios. E pode-se dizer que os inimigos são realmente Demônios!
Super Ghouls’n’ Ghosts mantém exatamente o mesmo padrão de seu antecessor. Após saltar com Arthur, você não pode controlá-lo e nem mudar a direção do salto no ar, portanto reze para ele não cair sobre um inimigo ou em algum buraco. A cada salto certo, ouve-se aquele “Ufa!” de alívio. Os inimigos não deixam de ser problemas. Quando o herói sofre algum dano, ele perde a armadura e fica só de cueca (!) e se sofrer outro dano, vira caveira e morre. “Simples” assim. Jogadores valentes, que não desistiram e que chegaram ao final do jogo não ficaram contentes com tal proeza. E sabe por quê? Porque é preciso zerar o jogo DUAS vezes para descobrir o verdadeiro final. É... pode dizer o que está pensando...
 Calma! Ainda falta pouco pra morrer pela décima vez. Cuecão de couro, mano!

2- Ninja Gaiden (NES)

O que os jogadores disseram na época: “Quero matar quem fez esse jogo!”
O que nós pensamos sobre o game: “É possível terminar esse game?”.
Não é necessário dizer muita coisa. Ninja Gaiden é sinônimo de dificuldade. Os jogadores que alugavam cartuchos gastavam muito dinheiro alugando Ninja Gaiden e sofrendo para tentar chegar até o final. O desafio era extremo e você se sentia satisfeito ao passar cada fase.
Na época do NES, não haviam jogadores casuais ou hardcores. Ou você conseguia terminar um jogo ou não. E inúmeros jogadores jamais chegaram ao final de Ninja Gaiden. O início do jogo pode te enganar. Itens fáceis de pegar, poucos inimigos e buracos em uma fase curta. Ao chegar na segunda fase, você já começa a arrancar os cabelos. Os inimigos exigem bastante do jogador (principalmente aqueles que são apelões) porque eles aparecem posicionados em lugares estratégicos, exatamente para te matar. É preciso acertar pulos precisos para não cair ou quem jogou não se lembra o quão era difícil a escalada? E a fase das montanhas onde você precisa mudar de plataforma e as águias ficam te atrapalhando? E quando você olha sedento para aquela cápsula que guarda um item no alto da tela e quando pega, seu personagem morre, pois era uma droga... Ainda nos perguntamos como os desenvolvedores podem ser tão cruéis com nós, humildes jogadores. Acho que descobrimos que não somos nem casuais e nem hardcores. Somos ruins mesmo!
 Olha! Uma pomba branca da paz! Não, é a águia branca da morte! Pra baixo todo santo ajuda! Menos em Ninja Gaiden...

1- Battletoads (NES)

O que os jogadores disseram na época: “AHHHHHHHHHHHH!!! DESISTO!!!!!”
O que nós pensamos sobre o game: “WTF, P%##@, FDP, PQP, VTC, NSMQPEA (sigla de Não Sei Mais Que Palavrão Escrever Aqui)!!!!!!!”
É... os 8-bits sabiam ser encantadores e ingratos. Quem jogou Battletoads sabe exatamente que isso é a mais pura verdade. Ele é simplesmente o jogo mais difícil de todos os tempos. Muitos jogadores estão agora em manicômios devido ao trauma que a Rare causou. Os inimigos eram dispostos milimetricamente e as áreas para enfrentá-los, muitas vezes, eram minúsculas. Terminar o jogo no modo singleplayer é mais impossível do que ver o Mario sem o seu bigode.
Então, você, um espertinho, pode pensar assim: “Ora, então vou chamar meu amigo pra jogarmos em um multiplayer, igual o Contra, assim fica mais fácil”. É? Muito bem, Senhor Esperteza, então saiba que jogando Battletoads, sua amizade terminará na porrada. O modo cooperativo – se é que se pode chamá-lo assim – coloca dois personagens nos níveis. Até aí, tudo bem. Depois você descobre que eles têm de dividir o mesmo espaço e que podem agredir um ao outro, causando danos e perdendo vidas. Portanto, nas áreas apertadas e com inimigos, você acaba apanhando mais de seu parceiro do que do monstro. E passar pelos obstáculos? Pode esquecer... obstáculo era você ter que comprar outro controle após quebrar um na cabeça de seu amigo. E se você quer atingir a Glória Gamer, pode tentar a sorte na fase do carrinho no inferno. Mas sorte será você sair dessa sem algum distúrbio. Agora pode soltar aquele palavrão que está engasgado na sua garganta.
Fim de amizades. É assim que se define o multiplayer de Battletoads. A fase do inferno. Precisa dizer mais alguma coisa?

E aí? Você sobreviveu ou desistiu de algum desses jogos? Tem alguma outra (contra) indicação de jogo difícil? Compartilhe esses momentos “inesquecíveis” e malditos conosco!

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